ESPETÁCULO

"GONZAGUINHA - NUNCA PARE DE SONHAR"

NUNCA PARE DE SONHAR

Marcelo Nogueira canta Gonzaguinha

Marcelo Nogueira

Sobre Gonzaguinha

Uma safra de grandes compositores e artistas que engrandeceram nossa cultura e surgiram na década de 50, destaca-se merecidamente Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, filho do famoso sertanejo nordestino, Luiz Gonzaga (Rei do Baião) e da cantora Odaléia Guedes dos Santos. Gonzaguinha, que marcou a Música Popular Brasileira como um dos maiores expoentes das canções de protesto e de amor, sempre atingindo as angústias existências das paixões, deixou uma obra baseada nas experiências de sua vida.

Praticamente órfão aos dois anos de idade, Gonzaguinha foi entregue aos padrinhos Dina e Xavier, moradores do morro São Carlos, periferia do Rio de Janeiro. O pai almejava o sucesso da carreira e não podia cuidar do menino em suas viagens pelo Brasil a fora. Na canção “Com a Perna no Mundo” Gonzaguinha retrata sua infância, com “a garra e a alegria de um simples menino”, que sempre aprendeu muito com as lições de vida recebida pelas ladeiras da comunidade.

Para conseguir seus primeiros trocados, carregava sacolas na feira. Foi no morro, que o Moleque Luizinho – seu apelido de infância – despertou a paixão pelo futebol e pela música. Aos 14 anos, escrevia sua primeira composição. Gonzaguinha ia aprendendo a dureza de uma vida marginal, a injustiça diária vivida por uma parcela da sociedade que não tinha acesso a nada. Foi nesse contexto que o jovem amadureceu a militância para mudar a política, percebendo a música como um instrumento de mobilização e apreciação para um processo de interação social, e esta como parte integrante da formação de um indivíduo em esquemas de novas significações.

Roberto Bahal
Marcelo Nogueira

Em homenagem a Gonzaguinha (1945-1991), o cantor, músico e ator Marcelo Nogueira (indicado ao prêmio Cesgranrio de melhor ator musical em 2014) realiza o show “Nunca pare de sonhar” no dia 28 de Junho as 20 h na Sala Municipal Baden Powell em Copacabana. Vida, sonho, suor e lágrimas de um artista que marcou uma geração e ainda continua presente em nosso imaginário. O espetáculo realizou uma curta temporada no Teatro Fashion Mall e dois shows no famoso Beco das Garrafas, com grande Sucesso de público, encantando os cariocas de todas as idades.

 

Gonzaguinha foi um dos maiores compositores da música popular brasileira e trouxe à tona questões humanas, sociais e políticas, em um momento crítico da nossa história.  Suas canções ecoam na memória de uma sociedade que lutava pela democracia.  O show “Nunca pare de sonhar” apresenta um roteiro musical apoiado em canções, poesia e depoimentos. Algumas músicas bastante conhecidas do grande público e outras nem tanto, mas de singular beleza, contando com novos arranjos do Diretor Musical Roberto Bahal, que aceitou prontamente o convite do artista Marcelo Nogueira em seu segundo trabalho juntos ao lado de Andrey Cruz (Sopros) e Nilton Vilella (Percussão).

 

Através de relatos de sua existência apaixonada, Gonzaguinha expressou-se em melodias e letras avassaladoras ao longo de sua vida. Amor, sonho e ideologia estão presentes na música e na vida deste “Cavaleiro Solitário”. Marcelo Nogueira, idealizador e interprete deste show, vinha a algum tempo acalentando a ideia de levar à cena a obra deste grande artista. “Nunca Pare de Sonhar” transita entre vários gêneros da Música Popular Brasileira, como sambas e Canções românticas, trazendo a reflexão da intelectualidade aflorada através da poesia, do pensamento e da música de Gonzaguinha, propondo um mergulho intimista na obra apaixonante do compositor carioca.

 

“O show “Nunca Pare de sonhar” vai muito além da homenagem e apresentação da obra do compositor para novas gerações. Através de um roteiro musical e poético, proporcionamos à celebração, o encontro, a reflexão, alegria e a renovação. Nossa intenção é levar a plateia a se deliciar com os grandes sucessos e outras tantas canções que serão apresentadas nele” – revela Marcelo Nogueira, produtor, idealizador e interprete do show.        

Nilton Vilela
Maurício Figueiredo
Andrey Cruz

"A música não faz a revolução, nosso poder  é o de encantar, informar, alegrar, e, em determinados momentos, formar. Podemos fazer política sem ser políticos. Mas não somos donos do país, somos regidos por um sistema, de acordo com ele ou não" (Gonzaguinha, 1978).

Na década de 70, os anos de chumbo, Gonzaguinha teve sua música proibida em todo o território nacional, sendo "convidado" a prestar esclarecimentos no DOPS. Para gravar 18 músicas, o compositor submeteu 72 à censura e 54 foram vetadas. Fazia dois ou três discos para poder gravar um.  Driblar a censura foi um aprendizado para todos os artistas e intelectuais que, a partir de 1964, se engajaram na resistência ao regime militar. Os que estavam vinculados à música popular encontraram nas letras das canções uma forma de protesto, quase sempre se valendo de metáforas, na tentativa de despistar o olhar vigilante da ditadura. Houve também uma mudança de foco da produção cultural brasileira, que antes buscava, como se dizia à época, “despertar a visão crítica e promover o protagonismo” das classes populares.

A criatividade de Gonzaguinha era sua marca principal, como no samba “Recado” (1978): “Se me der um beijo eu gosto/ Se me der um tapa eu brigo/ Se me der um grito não calo/ Se mandar calar mais eu falo” e na canção “Pequena Memória para um Tempo sem Memória” presta uma linda homenagem os heróis brasileiros que enfrentaram a ditadura: “São braços esquecidos que fizeram os heróis, são forças, são suores que levantam...”

Gonzaguinha também fundou com amigos a Associação dos Músicos, e conseguiu avançar em debates sobre direitos autorais das composições. Foi um artista independente dos empresários, levando sua música a um número maior de pessoas. Com a redemocratização, suas letras ganharam romantismo, o ser humano retorna o sentimento de esperança, sonho e ideal: “Começaria Tudo Outra Vez”.

O momento social e histórico vivido por Gonzaguinha e retratado em suas canções pode ser representado nos dias atuais. Mesmo tendo se passado alguns anos, ao apreciarmos sua obra, estaremos reconstruindo a realidade de maneiras novas e até mesmo inusitadas, visto que o público ao se deleitar com as músicas de Gonzaguinha trará toda a bagagem que sua própria realidade já constituiu até aquele momento. A obra deste artista, para muitos servirá como referência, como marca emblemática de uma situação vivenciada, já que suas canções sempre buscaram tratar de temas reais. Além disso, traz a uma profunda emoção que transcenderá qualquer tipo de explicação.

FICHA TÉCNICA

Marcelo Nogueira - Voz

Roberto Bahal –Direção Musical e piano

Andrey Cruz – Sopros

Nilton Vilella – Percussão

Maurício Figueiredo - contra-baixo

Figurino: Carol Lobato

Assessoria de Imprensa: Duetto omunicação

Realização: Arte Mestra produções

Idealização: Marcelo Nogueira

 

ROTEIRO MUSICAL

Grito de alerta

Galope

Comportamento Geral

Sangrando

Guerreiro Menino

Começaria tudo outra vez

Diga lá meu coração

Explode coração

Artista da vida

Sempre em teu coração

Feliz

Recado 

O Homem Falou

Vamos a luta

Memória de um tempo sem memória

O que é, o que é?

Nunca pare de sonhar

É

TEMPORADAS REALIZADAS

TEATRO FAHSION MALL

16 > 23 > 30 de Junho

Às 21 h

 

BECO DAS GARRAFAS

20 de Maio e 27 de Agosto

As 21 h

SERVIÇO

NUNCA PARE DE SONHAR

70 anos de Gonzaguinha

Duração: 1h 20” (80 minutos)

Classificação: 12 anos

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